sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Enfim os passes de trem!

Finalmente compramos os dito-cujos 
passes de trem para nossa viagem.
Optamos pelo Global EuRail Pass
de 21 dias contínuos, 
com tarifação Saver.
Adquirimos na CI com a agente Daniele.
Confiram os valores:

EURAIL GLOBAL PASS - 21 DIAS - Saver 1° classe.
Valor cada passe EUR 608,00 x 2 = EUR 1216,00
TOTAL EUR = 1216,00 - 20% DESC = EUR 972,80
Taxa de EUR 30,00 x 2 = EUR 60,00
TOTAL EUR final = 972,80 + 60,00 =  EUR 1032,80
± 3,41 euro hoje = R$ 3.521,82

Levando em consideração que passaremos um mês na Europa,
na primeira semana ficaremos apenas em Paris, 
pois os passes devem ser utilizados em contínuos 21 dias 
(dia não usado é dia perdido, pois conta igual...).
Calculo que iremos começar o tour 
pelo interior do sul da França no dia 23 de fevereiro. 
Se quisermos começar antes, 
teremos de desembolsar os valores das passagens 
em cash na hora do embarque.
É melhor assim, do que corrermos o risco 
de nossos passes ficarem  sem valor 
antes do fim da viagem!

Deveremos receber os passes, 
mapas e tabelas de horários de trens 
em aproximadamente 10 dias.

Agora, só aguardar...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A última hospedagem.

Ontem a Carol acertou o último hotel que faltava em nosso trajeto.
Infelizmente nossa corretora de viagens não conseguiu hospedagem para nós nas cidades que queríamos: Bordeaux (na Aquitãnia) e/ou Toulouse (nos Médio Pirineus). Tivemos que optar por um meio termo geográfico: Limoges (no Limousin).
Tudo bem, não chega a ser uma perda ou um entrave pois - sejamos sinceros - não existem cidades feias ao sul da França...
Aliás, será que existem cidades feias na França?
Se descobrirmos alguma a gente avisa!
Bom, de todo modo contratamos a última hospedagem.
Café da manhã? NEM PENSAR!!!!! Acho que eles pensam que turista gosta de passear e barriga vazia...
Decerto é alguma estratégia dos comerciantes locais para incentivar os turistas a consumirem em seus restaurantes, cafeterias e bares (sabem como é: de estômago vazio ninguém vai muito longe...).
Mas essa tática deles não nos pega!
Já somos escolados, formados e pós-graduados em turismo diet!
Nossa técnica? Compramos o que precisamos nos supermercados locais e fazemos nossa própria comida no quarto do hotel. De manhã nos fartamos até dizer chega e levamos conosco uma carga de sanduíches ou qualquer coisa pronta. Pra beber? Litros de água mineral.
Evidentemente que para essa estratégia funcionar a contento temos que nos hospedar em hotéis que (no mínimo) tenham uma micro-cozinha nos quartos. Em resumo nosso critério para escolha de hotéis não é o número de estrelas, mas de bicos de fogão disponíveis!
Afinal, atravessaremos o Atlântico para fazer turismo e não para comer!!!!
Isso nós fazemos em casa, ora bolas!!!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

E os trens???

Mas viajar não se resume apenas a traçar rotas, comprar passagens, hospedagens e calcular câmbio.
Nããããããããããããoooooo! Nana-nana-nina-não!!!
Fata um detalhe essencial!
E não é saber francês, antes que algum espertinho diga!
É o transporte LOCAL!!!!!!!!!!!!
Metrôs, ônibus, trens, o que for!
Onde pegar?
Como?
Quanto custa?
Aonde leva?
Quem vai na raça, sem guia e sem grupo, tem que estar preparado para dar essas respostas.

E felizmente, informação é algo que nunca me faltou.
E o que eu não sei, eu descubro.
Tem que ir atrás!
Correr na frente!
Chegar junto!
Antes que o problema se apresente, a solução tem que estar pronta.
E em nosso caso a solução atende pelo singelo nome de FRANCE RAIL PASS.
A Lélia nos forneceu o telefone de contato da Daniele da CI e agora já estamos estudando as opções de passes de trem.
Quando tivermos definido isso também postarei aqui os valores.

Uma nova rota

E de volta a agência de viagens...
Pobre Lélia, essa mulher tem muita paciência mesmo, fala sério!!!
Traçamos novas rotas, mudamos destinos, definimos datas e analisa e re-analisa e re-re-analisa!!!!
HAJA!!!!
E eis que a nova rota é definida:


Paris
Nantes
Bordeaux
Toullouse
Lyon
Paris

Claro que estas eram apenas as cidades principais, nossos locais de hospedagem, pois jamais ficaríamos presos apenas a elas, nosso plano é fazer uma varredura geral em tudo o que tiver pelo caminho entre estas cidades
M - I - N - U - C - I - O - S - A - M - E - N - T - E !!!!!!!!!!!!!!!

Definida a rota, compramos as passagens (hoje) e parte da hospedagem, pois o sistema da CVC estava tão sobrecarregado que não conseguiu processar tudo. E além disso ela estava tendo dificuldades em conseguir hospedagem para nós em uma das cidades mais ao sul.
Pode parecer absurdo a primeira vista, mas a quase totalidade dos hotéis NÃO oferecem café da manhã.
E sair de barriga vazia para fazer turismo ninguém merece...
Esse é o caminho da gastança e como turistas econômicos que somos bem sabemos que isso é uma típica armadilha pra pegar turistas de primeira viagem...
Então buscamos hotéis com cozinha no quarto.
Assim como no Brasil, na Europa é muito mais em conta comprar a comida no supermercado e fazê-la em casa do que ir a um restaurante... Ainda mais os restaurantes de hotel!!!!

Bom, vamos aos valores:
Por enquanto está em R$6000,00 o transporte (vôos: Porto Alegre-Lisboa Lisboa-Paris, retornando Paris-Lisboa Lisboa-Porto Alegre) para o casal.
A hospedagem é que salgou mais: R$12000,00 a uma média aproximada de 80 euros a diária.
Depois postarei os valores exatos.

Mas na verdade esses valores não são a preocupação mais imediata, pois isso tudo é financiado.
O problema maior MESMO é o dinheiro em cash lá do outro lado do Atlântico! Lá é que se gasta!!!
O drama não é o antes.
Nem mesmo o depois.
É o durante que me faz tirar fumaça da calculadora!!!

E as coisas mudam...

Impressionante!
Arrebentou a frente do carro em uma colisão frontal com um caminhão! Se não estivesse de cinto de segurança, provavelmente eu estaria viúvo agora. Ou ela teria virado um alface vegetando em uma cama de hospital pelo resto da vida!
Felizmente, ela teve o bom senso de pôr o cinto antes de colocar-se em trânsito.
Resumo da ópera: ela foi parar no H.P.S. com duas vértebras do pescoço fraturadas (nada grave, pois não foi medular), encaminhei-a ao Hospital Mãe de Deus onde pode ficar melhor acomodada até receber alta. Mais uma vez ela deus sorte: não teria de fazer cirurgia, os médicos iam tratá-la apenas com imobilização local.
E dá-lhe colar cervical!!!
Esse tempo de molho fez com que minha esposa refletisse ainda mais acerca da viagem (e de outras coisinhas também...) e comunicou-me sua decisão peremptoriamente:
- Quero voltar a Paris!
Bom, na verdade, o apaixonado por Paris nesta equação sou eu, tanto que insisti várias vezes em fazermos uma escala em Paris no transcurso de nossa viagem e ela tanto concordara que estava lá no primeiro Dossiê de Viagem que eu havia feito.
Então podem entender o quanto me surpreendeu a decisão dela...

Nosso roteiro mudou: iríamos para a França.
E apenas para a França!
Faríamos o sul/sudeste do país de trem, começando e terminando em Paris.

Considerações importantes

E então voltamos a agência de viagens.
Após muitas e longas negociações chegamos a nossa decisão.
Falando assim parece que foi pouca coisa, porém, como disse antes, essa situação vinha se arrastando desde setembro.

A ideia original de minha esposa era visitarmos Portugal, Espanha República Tcheca. Os dois primeiros por facilidade linguística e o último por uma curiosidade aguçada pela mídia.
Eram favas contadas, tanto que providenciei o primeiro Dossiê de Viagem, no qual tracei e detalhei todo nosso itinerário.
O levamos à agente de viagem (Lélia) que fazendo uso do mesmo montou o primeiro "esqueleto" da viagem.
Mas com o decorrer dos meses analisamos aquele roteiro e chegamos a conclusão que ainda não era o que de fato queríamos.
Lembrávamos do quão desagradável foi viajar com prazos e horários apertados, tendo zilhares de coisas para ver e a guia apressando, correndo e nos tocando feito gado para não "atrasar o cronograma", pois tínhamos de obedecer horário para estar em tal lugar em tal hora...
Sinceramente?
Já passamos o ano todo cumprindo horário e correndo feito loucos para escapar dos inevitáveis atrasos gerados pelo trânsito caótico, engarrafado e assassino!
A última coisa que iríamos querer em nossas férias era alguém nos tocando feito boi para cumprir tabela!!!
Isso simplesmente estava fora de cogitação!
Evidentemente que quando fomos a CVC em setembro já fomos taxativos: EM GRUPO NÃO!!!!
Nada contra quem curte fazer excursões em bando, como aves migratórias, mas definitivamente não é o nosso perfil.
Nunca esquecemos que quando chegamos em Roma (em março de 2011) tivemos dias livres, pois chegáramos antes do grupo e pudemos perscrutar a Cidade Eterna com calma e atenção.
Vimos o Coliseu por dentro e por fora, pedra a pedra.
Quando chegou o grupo e saímos com eles, a visita ao Coliseu foi no estilo fast food: "- Aquele ali é o Coliseu. Aproveitem para tirar fotos agora que temos de ir adiante." Foram as exatas palavras da guia. O grupo sequer chegou perto do portão de entrada!
Bom, quando fomos com eles ao Vaticanos simplesmente abandonamos o grupo e tratamos de ver o que queríamos sem sermos arrastados feito cachorro em coleira.
A culpa não era da guia, que era uma pessoa muito querida e atenciosa. Não! O problema é esse sistema de turismo em escala "industrial": montes de turistas, centenas de atrações, longas distâncias, curtos prazos. Ou seja a combinação perfeita de fatores para gerar um danoso turismo superficial.
E convenhamos, pelo que se espera, investe-se e gasta-se em uma viagem desse porte (atravessando o Oceano Atlântico prensado como sardinha em lata na classe turística durante DOZE horas de voo) quem vai quer mais é aproveitar e ver o máximo do que puder da melhor maneira que for possível.
Do contrário fico em casa assistindo National Geographic ou Discovery!!!

De todo modo, a questão não era (desta vez) ter de se submeter aos ditames de um guia aloprado feito o coelho de Alice no País das Maravilhas, pois iríamos por nossa conta, totalmente independentes. Claro que desta forma há sempre um risco maior de que se algo der errado tu podes acabar passando muito mais trabalho do que se estivesse acompanhado por um guia, mas de que vale a vida sem alguns riscos?
Quem não quer correr riscos, que não viaje então, ora bolas!

De todo modo, o cerne da questão era outro, muito embora envolvesse também a questão de prazos: o itinerário era muito bom, todavia longo demais para apenas trinta dias.
Muita coisa em muito pouco tempo? Hummm, isso me lembra algo... ALGO RUIM!!!!
Voltamos aos mapas e livros-guias.

Mas então, o inesperado aconteceu: minha esposa se acidentou.

A ideia da viagem...

Tudo começou por volta de setembro, se bem me lembro...
Já havíamos feito uma viagem para a Europa em março de 2011.
Conhecemos Vaticano, Itália, Suíça, Bélgica, França, Inglaterra e Holanda.
Trinta dias de imersão total na cultura européia!
Sinceramente, por mim (se pudesse) não voltava, mas minha esposa já estava com "anemia veterinária", de tanto tempo sem clinicar.
Mais um dia sem trabalhar e ela surtaria!
Então voltamos.
Mas, como dizem por aí, "quem vai a Paris sempre retorna" deve ser verdade pois o desejo de voltar nunca nos abandonou.
Tanto que dois anos depois, já com as contas em dia e prontos para outra voltamos a CVC com o intuito de planejar nossa próxima viagem.