segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Considerações importantes

E então voltamos a agência de viagens.
Após muitas e longas negociações chegamos a nossa decisão.
Falando assim parece que foi pouca coisa, porém, como disse antes, essa situação vinha se arrastando desde setembro.

A ideia original de minha esposa era visitarmos Portugal, Espanha República Tcheca. Os dois primeiros por facilidade linguística e o último por uma curiosidade aguçada pela mídia.
Eram favas contadas, tanto que providenciei o primeiro Dossiê de Viagem, no qual tracei e detalhei todo nosso itinerário.
O levamos à agente de viagem (Lélia) que fazendo uso do mesmo montou o primeiro "esqueleto" da viagem.
Mas com o decorrer dos meses analisamos aquele roteiro e chegamos a conclusão que ainda não era o que de fato queríamos.
Lembrávamos do quão desagradável foi viajar com prazos e horários apertados, tendo zilhares de coisas para ver e a guia apressando, correndo e nos tocando feito gado para não "atrasar o cronograma", pois tínhamos de obedecer horário para estar em tal lugar em tal hora...
Sinceramente?
Já passamos o ano todo cumprindo horário e correndo feito loucos para escapar dos inevitáveis atrasos gerados pelo trânsito caótico, engarrafado e assassino!
A última coisa que iríamos querer em nossas férias era alguém nos tocando feito boi para cumprir tabela!!!
Isso simplesmente estava fora de cogitação!
Evidentemente que quando fomos a CVC em setembro já fomos taxativos: EM GRUPO NÃO!!!!
Nada contra quem curte fazer excursões em bando, como aves migratórias, mas definitivamente não é o nosso perfil.
Nunca esquecemos que quando chegamos em Roma (em março de 2011) tivemos dias livres, pois chegáramos antes do grupo e pudemos perscrutar a Cidade Eterna com calma e atenção.
Vimos o Coliseu por dentro e por fora, pedra a pedra.
Quando chegou o grupo e saímos com eles, a visita ao Coliseu foi no estilo fast food: "- Aquele ali é o Coliseu. Aproveitem para tirar fotos agora que temos de ir adiante." Foram as exatas palavras da guia. O grupo sequer chegou perto do portão de entrada!
Bom, quando fomos com eles ao Vaticanos simplesmente abandonamos o grupo e tratamos de ver o que queríamos sem sermos arrastados feito cachorro em coleira.
A culpa não era da guia, que era uma pessoa muito querida e atenciosa. Não! O problema é esse sistema de turismo em escala "industrial": montes de turistas, centenas de atrações, longas distâncias, curtos prazos. Ou seja a combinação perfeita de fatores para gerar um danoso turismo superficial.
E convenhamos, pelo que se espera, investe-se e gasta-se em uma viagem desse porte (atravessando o Oceano Atlântico prensado como sardinha em lata na classe turística durante DOZE horas de voo) quem vai quer mais é aproveitar e ver o máximo do que puder da melhor maneira que for possível.
Do contrário fico em casa assistindo National Geographic ou Discovery!!!

De todo modo, a questão não era (desta vez) ter de se submeter aos ditames de um guia aloprado feito o coelho de Alice no País das Maravilhas, pois iríamos por nossa conta, totalmente independentes. Claro que desta forma há sempre um risco maior de que se algo der errado tu podes acabar passando muito mais trabalho do que se estivesse acompanhado por um guia, mas de que vale a vida sem alguns riscos?
Quem não quer correr riscos, que não viaje então, ora bolas!

De todo modo, o cerne da questão era outro, muito embora envolvesse também a questão de prazos: o itinerário era muito bom, todavia longo demais para apenas trinta dias.
Muita coisa em muito pouco tempo? Hummm, isso me lembra algo... ALGO RUIM!!!!
Voltamos aos mapas e livros-guias.

Mas então, o inesperado aconteceu: minha esposa se acidentou.

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